DOENÇAS DA COLUNA

Escoliose Idiopática

É o tipo de escoliose mais comum e até o presente, não é possível identificar um fator causador para o desenvolvimento desse grupo de escoliose.

O que é?

Escoliose Idiopática

É um tipo de Escoliose, de causa Idiopática, ou seja, sem causa definida, porém com influência de alguns fatores:

Como se desenvolve ou se adquire?

A Escoliose Idiopática pode ser subdividida em Escoliose Idiopática Infantil, Escoliose Idiopática Juvenil e Escoliose Idiopática do Adolescente, que é a mais comum forma de apresentação das Escolioses. São classificadas conforme a idade de surgimento:

Predomina em meninas no caso da Escoliose Idiopática do Adolescente e nas outras apresentações, têm discreto predomínio no sexo masculino.

Os principais fatores para progressão da Escoliose são ângulo de Cobb (medida da curva escoliótica) e o grau de maturidade esquelética, ou seja, o quanto falta para o paciente encerrar o seu desenvolvimento ósseo. Dessa forma, quanto maior o ângulo da curva e menor for a maturidade óssea, maior será o desenvolvimento da Escoliose.

Quais os sintomas?

O principal sintoma da Escoliose Idiopática é a deformidade da coluna que tem grande influência no aspecto psicológico desses pacientes. Muitos apresentam-se com distúrbios de comportamento devido à doença, o que pode influenciar na capacidade de socialização e no desenvolvimento escolar.

A dor é referida por cerca de um terço dos pacientes na época do diagnóstico, porém naqueles que chegam à idade adulta sem tratamento, esse sintoma atinge até 75% dos pacientes.

A escoliose pode acontecer na região torácica próximo ao pescoço, no meio da torácica, na região tóraco-lombar ou então uma mescla dessas curvas.

Abaixo a imagem de radiografia panorâmica da coluna demonstrando a correção da curva escoliótica lombar.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através do Exame Físico, em geral após a deformidade já ter sido notada por algum parente ou pelo próprio paciente.

Os exames complementares incluem a Radiografia panorâmica AP, perfil e com inclinações e a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética podem ser úteis em determinados casos.

Abaixo a imagem de radiografia antes e depois da correção cirúrgica.

Como tratar?

O tratamento conservador com o uso de coletes está indicado em casos que a Escoliose tem ângulação menor do que 30° e naqueles que ainda não apresentaram o estirão de crescimento.

O tratamento cirúrgico é em geral indicado para os seguintes pacientes:

Obviamente os casos devem ser analisados individualmente, principalmente aqueles que estão no limite do tratamento clínico para o cirúrgico.

Aqueles pacientes que são tratados cirurgicamente, podem obter um aumento de até 8-10cm de altura, dependendo do grau da escoliose e da possibilidade de correção intraoperatória.

A cirurgia na atualidade é feita sempre com monitorização eletrofisiológica que permite que um médico que está fora da cirurgia, acompanhe o funcionamento de todos os nervos e da medula do paciente, dando muito mais segurança ao procedimento de correção da deformidade.

Abaixo temos o desenho gráfico (não podemos colocar imagens de pacientes por questões éticas) onde podemos observar a correção de uma escoliose lombar.



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